Palestra no Hospital do Açúcar auxilia profissionais da saúde no processo da perda 

Palestra no Hospital do Açúcar auxilia profissionais da saúde no processo da perda 

09:35 18 setembro in Últimas Notícias

A morte é um acontecimento inevitável, o que certamente desperta no ser humano o temível sentimento de importância nesses momentos. Pensando nisso, a equipe de serviço social do Hospital do Açúcar realizou nesta sexta-feira, 15, a palestra “Significado da Perda”, ministrada pela psicóloga e especialista, Antonísia Ribeiro.

Direcionado para os profissionais da área assistencial da instituição, o evento proporcionou um momento auto reflexivo na vida daqueles que estão em constante contato com o ambiente hospitalar.

Segundo Antonísia Ribeiro, esse meio de trabalho exige que de cada um deles um olhar mais voltado para a própria vida, afinal durante o processo da perda será preciso oferecer suporte ao outro que sofreu esta determinada ausência. “O profissional precisa estar bem consigo mesmo, porque só assim poderá auxiliar no enfrentamento e suportação da dor decorrente das inúmeras perdas no ambiente hospitalar”, afirma.

A palestra, que abordou o tema Tanalogia: educação para a vida e para a morte, levantou questionamentos como a fragilidade da vida humana e o quanto é necessário estar ciente de que apenas com esse conhecimento é que as pessoas vão obter uma vida mais saudável.

Ansiedade elevada, depressão intermitente e suicídio foram outros pontos levantados pela palestrante. De acordo com ela, essas são reações prováveis e dignas de atenção quando o indivíduo está sob algum tipo de situação de morte, seja de algum familiar, ou paciente, como o caso da equipe hospitalar.

Os profissionais de saúde, mesmo possuindo treinamentos para enfrentar a realidade de que em determinado momento as vidas chegarão ao fim, são os mais afetados nesse meio, isso deve-se ao fato de lidarem constantemente com a perda de pacientes. Em vários casos, acabam desenvolvendo uma sensação de impotência ou culpa pela morte de determinada pessoa que estava naquele momento sob os seus cuidados.

“Muitas vezes, nesse processo de cuidar do outro, esse profissional não consegue estar totalmente neutro no envolvimento com o paciente. Porém, o que acontece é que o próprio paciente já está bastante fragilizado. É nesse momento que a equipe de saúde, precisa encontrar certo equilíbrio para lidar com essa angústia.”, declara a psicóloga.