No abril verde, Hospital do Açúcar trabalha conscientização de colaboradores sobre riscos de acidentes

No abril verde, Hospital do Açúcar trabalha conscientização de colaboradores sobre riscos de acidentes

18:36 19 abril in Últimas Notícias

Por sua complexidade, o ambiente hospitalar é um local onde há constantes e variados riscos de acidente de trabalho. Neste abril verde, que tem como intuito mobilizar e envolver a sociedade na questão da segurança e saúde do trabalhador brasileiro, o Hospital do Açúcar une-se esta campanha trabalhando a conscientização dos seus colaboradores sobre riscos e importância do autocuidado.

Técnicos da Segurança do Trabalho e a equipe de enfermagem do Núcleo de Educação Permanente (Nep), com apoio de acadêmicas de enfermagem das faculdades Maurício de Nassau e Estácio percorreram setores da área assistencial levando informações e símbolos da campanha.

Para Léo Santos, técnico de enfermagem do 3o andar, com oito anos de profissão, três deles no Açúcar, a ação é de suma importância. Ele afirma que já foi vítima de acidente de trabalho quando trabalhava em uma clínica e fala da sua experiência. “Me acidentei ao tentar reencapar uma agulha. Foi angustiante no momento. Fiz todos os exames e agora estou bem. Aprendi a lição e agora oriento meus colegas”, garante ele.

Durante as abordagens, a equipe falou da consciência quanto ao uso do EPI [Equipamento de Proteção Individual], sobre a importância do autocuidado, bem como orientação sobre como proceder na hora que o acidente acontece, o qual deve ser imediatamente notificado, primeiro ao líder imediato, que deverá orientar e apoiar o colaborador.

Segundo a gerente de gestão e desenvolvimento de pessoas do Hospital do Açúcar, Ana Costa, a notificação dos acidentes na instituição melhorou consideravelmente nos últimos anos, graças a trabalhos de conscientização. Hoje a taxa de Acidente do Trabalho no hospital é menor que meio por cento.

Dentre os projetos desenvolvidos pela Instituição apontados pela gerentes estão: o Dialogando com Acidentados, com o objetivo de orientar, esclarecer e, sobretudo, conscientizar o colaborador para a importância da atenção e do cuidado ao exercer suas práticas laborarias; o DDS/Diálogo Diário com Segurança, a fim de orientar o colaborador a importância da correta utilização do EPI; a Inspeção de Segurança, que avalia o risco que pode existir no ambiente e tomar medidas de minimizar ou saná-lo; e a Blitz de Orientação da segurança do trabalho, com dicas e diálogos in loco.

Jornada de trabalho
Um dos pontos de alerta da equipe é quanto à jornada de trabalho dos profissionais da enfermagem. “Estamos buscando esta conscientização dos colaboradores da área assistencial, sobretudo enfermagem, onde a alta jornada de trabalho pode acarretar em diversos fatores de risco”, alertou a enfermeira do Nep, Lidiane.
A acadêmica da Maurício de Nassau, Gerliane Mendes lembrou a ação realizada por um sindicato na praia de Ponta Verde neste mês. “Eles colocaram centenas de cruzes na areia da praia, para lembrar as vítimas e falar da importância das ações preventivas ainda causa efeito para diminuição dos riscos”, explica.

“Não só pensar em si, mas no próximo. Consciência na utilização do EPI, bem como na notificação do acidente. Porque quando acontece um acidente desfalca toda equipe. E também passar esta importância para o paciente”, enfatiza Itamires Paola, acadêmica da Estácio.

Dados Nacionais

No dia 28 de abril, pessoas de todo o mundo celebram o “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho”. A data foi instituída por iniciativas de sindicatos canadenses e escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969. No Brasil, em maio de 2005, foi promulgada a Lei No. 11.121, criando o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), divulgados em 2013, 2 milhões de pessoas morrem por ano por conta de doenças ocupacionais no mundo. O Brasil aparece como 4º colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho, com quase 4 mil mortes anuais em decorrência de acidentes de trabalho.